“Eu só estava tentando proteger meu filho. E, de repente, a suspeita caiu sobre mim.”
Frequentemente, essa é uma das frases que eu mais ouço no escritório. Muitas vezes, a mãe percebe algo errado, age rapidamente para defender a criança e, surpreendentemente, a falsa acusação de alienação parental cai diretamente sobre ela no processo.
Ou seja, de quem protege, ela passa a ser rotulada como “a mãe que afasta o pai”. Contudo, quase sempre o verdadeiro alvo dessa acusação é outro: o agressor simplesmente quer tirar a atenção do que ele mesmo fez. (Leia mais sobre os perigos da guarda compartilhada com histórico de violência doméstica).
O rótulo que inverte a culpa no processo
Na sua origem, o termo “alienação parental” descrevia a pessoa que falava mal do outro genitor para o filho com o intuito de afastá-los. No entanto, dentro dos processos de família atuais, esse conceito virou uma resposta pronta.
Geralmente, quem responde por violência, ou quem quer usar os filhos como vingança pelo divórcio, aciona imediatamente o rótulo de alienadora contra a mulher.
Infelizmente, essa tática covarde funciona porque entrega um atalho perigoso ao juiz. Em vez de investigar profundamente o que aconteceu e analisar as provas, o rótulo já oferece uma explicação superficial. Dessa forma, o judiciário coloca a culpada de um lado e a “vítima” do outro.
Como resultado direto, quem paga essa conta altíssima é a criança, pois o sistema não para e não analisa o risco real que ela corre.
Os números provam a desigualdade contra a mulher
Definitivamente, isso não é apenas a impressão de uma mãe isolada. Uma revisão importante, publicada pelo IBDFAM, reuniu diversos estudos internacionais sobre o tema e revelou um cenário assustador.
Segundo a pesquisa, as mães recebem acusações de alienação parental de 2 a 3 vezes mais do que os pais. Ainda mais grave, quando o processo rotula essas mulheres, elas perdem a guarda ou seus direitos de convivência em quase metade dos casos.
Além disso, a própria associação americana de psicologia já advertia, desde 1996, que a Justiça vinha usando esse rótulo quase exclusivamente para desacreditar mulheres. (Isso reflete o mesmo machismo que permite ao ex-marido tentar esconder bens no divórcio ou mentir sobre a própria renda).
A defesa estratégica muda o rumo do processo
Diante desse cenário, o que realmente decide o caso é a sua defesa. Portanto, é a defesa que deve mostrar, dentro do processo, as provas irrefutáveis de que você apenas age para proteger.
Nós aplicamos o Protocolo de Perspectiva de Gênero justamente para que o juiz enxergue o risco concreto para a criança e entenda a sua verdadeira história, e não um rótulo pré-fabricado. (Lembre-se do perigo de contratar um advogado generalista que usa apenas modelos prontos).
No fim das contas, proteger um filho nunca deveria custar a guarda de quem protege. Mas, sem uma defesa técnica e especializada que prove isso a tempo, o processo pode inverter tudo. E lembre-se, quando uma mãe perde a guarda de um filho nessas condições, o motivo quase nunca foi ela.
Se você enfrenta uma falsa acusação de alienação parental ou tem medo de sofrer essa retaliação, não tome nenhuma decisão sozinha. Marque uma consulta com a nossa equipe pelo WhatsApp.