No momento do divórcio, você corta absolutamente tudo da sua vida, enquanto ele não abre mão de nada. Infelizmente, essa é a realidade cruel de grande parte das mulheres que eu atendo no escritório.
Frequentemente, basta reparar em quem realmente faz os sacrifícios depois da separação. Você troca a escola das crianças, adia a sua ida ao dentista, corta a viagem de férias e passa a contar moedas no supermercado. Por outro lado, ele continua jantando fora, viajando e mantendo o padrão de vida no divórcio como se nada tivesse mudado.
A mentira da “vida seguindo”
Geralmente, as pessoas chamam isso de “a vida seguindo”. No entanto, isso não é verdade. Na realidade, isso representa a conta da separação caindo pesadamente em apenas um lado.
Quase sempre, o lado que paga essa conta injusta é o da mulher. Principalmente, sofre aquela mulher que possuía uma renda menor ou que largou parte da própria carreira para segurar a casa e cuidar dos filhos.
Definitivamente, isso não é azar. Da mesma forma, não significa falta de organização financeira da sua parte. O que acontece é que a brutal diferença de renda aparece de uma vez só, no pior momento possível, sem nenhuma rede de apoio que equilibre a balança.
O pior de tudo é que muita mulher acha que reclamar disso soa como um exagero. Consequentemente, ela engole essa injustiça calada e tenta sobreviver com o mínimo. (Não caia na armadilha de aceitar o título de “esposa troféu”que sai da relação sem nada).
A lei protege o seu padrão de vida no divórcio
Felizmente, a lei brasileira enxerga perfeitamente esse desequilíbrio covarde. O Código Civil garante alimentos compatíveis com a condição social da pessoa (artigo 1.694).
Portanto, essa regra forma a base jurídica dos chamados alimentos compensatórios. Os juízes utilizam essa ferramenta justamente para reequilibrar quem perde o padrão de vida no divórcio. Ou seja, o sacrifício financeiro não precisa e não deve ser inteiramente seu. (A mesma lógica protege o seu esforço comum na hora de dividir o patrimônio).
Tem uma pergunta que incomoda profundamente, mas nós precisamos fazê-la em voz alta: Por que, na hora da separação, quase sempre é a mulher que precisa abrir mão da qualidade de vida, e quase nunca o homem?
Em conclusão, você não precisa aceitar o rebaixamento da sua dignidade. Eu atuo com foco estratégico na proteção patrimonial feminina para garantir que a conta do divórcio não destrua o seu futuro.
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